com tempero e com paixão

Toda comida nasceu para ser amada e tem seu lugar no coração. Salada, sopinha, chuchu, abobrinha. É só temperar com amor e carinho para que os sabores apareçam. O tempero não pode atropelar a essência de cada alimento. Ao contrário, deve despertar o melhor dele. Como em um namoro, há de se apaixonar pela pessoa, e apenas adicionar o necessário para que aquilo que a torna única se sobressaia. E é por isso, entre outras coisas, que temperos prontos não funcionam: cada alimento pede uma dose diferente disso ou daquilo, uma pitada a mais, um raminho, uma folha. Ervas, sal, pimenta, alho, cebola, açúcar, limão, azeite, vinagre, mel, mostarda, vinho… Folhas e legumes também temperam. Fantasias, situações inusitadas, olhares inesperados, músicas, risadas, duas taças. E que delícia um pedacinho de linguiça ou ricota defumada. E as frutas? Laranja, limão, romã, abacaxi. Mão na coxa, hálito quente na nuca, uma palavra no ouvido… Tanta coisa vira tempero! Não tem fim. Ainda bem.

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